quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Insônia

Não foi bem isso... eu acordei tarde pra caramba, tomei muito café à tarde, jantei tarde, e no fim das contas achei melhor não me deitar e dormir pq daí acordaria ainda mais tarde... Esta noite eu acerto meu horário de sono na marra!!!

domingo, 27 de janeiro de 2013

Mãe

Acho que é a primeira vez na minha vida que identifico claramente a falta que uma mãe me faz.... Em qualquer outra crise de solidão, tudo que eu queria é que qualquer pessoa (qualquer mesmo) me desse atenção. Neste momento, só serviria a minha mãe. Se a pessoa que me pôs no mundo fosse um pouco mais razoável, não falo em termos de educação, nem cultura, mas de moral mesmo, só ela poderia me ouvir agora. Eu só confiaria nela. Como isso não é possível, eu tenho tenho que ser minha própria mãe. Eu mesma devo me ninar, consolar, enxugar minhas lágrimas, me dizer que tudo vai ficar bem, que tudo passa, que eu só preciso de tempo, enumerar minhas qualidades, me fazer um chá... Eu nunca pude abraçá-la... nos separamos muito cedo, para minha própria proteção. Se isso não tivesse ocorrido, provavelmente eu não seria capaz de postar estas linhas hoje. Ela teria dado um jeito de me matar, senão física, psiquicamente. A minha avó é o mais próximo de uma mãe que eu pude ter. Ela se foi. Mas sei que não é a mesma coisa. Nunca achei que estivesse ligada a minha mãe, até ela ser golpeada no lado por uma faca numa briga. Eu, estando a quilômetros, senti a dor em mim mesma, muito antes de ela aparecer em nossa porta, ensanguentada. A vida toda, eu só quis não ter essa ligação com ela. Agora só queria que não fosse com ela. Uma amiga, minha tia, ou mesmo minha avó, se estivesse viva, não poderiam suprir essa necessidade agora. Me sinto tão só no mundo. Tão desconectada. Tão vazia. Pode ser apenas efeito de mudanças hormonais, a lua... e isso tudo ser esquecido amanhã ao acordar. Mas neste momento é o que tenho de mais real. Quero entender porque me sinto assim. Achar uma solução dentro de mim pra isso. E nunca mais me sentir tão só, tão abandonada. Não é justo me sentir mal desse jeito se tudo em volta está bem. Tantas pessoas sofrem todos os dias por coisas milhões de vezes mais sérias. Agora mesmo, já está passando... estou me acalmando, respirando fundo e pensando nos meus compromissos pra amanhã. Mas pode ser que daqui uns dias, meses ou anos, eu me sinta assim novamente. É tão desconcertante... me sinto tão envergonhada. Preciso entender de onde vem isso.

Coisa mais estranha...

Noite passada eu estava tentando dormir e de repente senti como se minha gata tivesse pulado para a a cama. Me virei para vê-la e... nada. Não havia nada!! Gelei. Mas preferi ignorar e continuar tentando dormir.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Recordando


Abri hoje a caixinha onde guardo minhas lembranças mais caras atrás de uma foto do meu meio-irmão. Sempre que abro essa caixa, me pego revivendo cara pedaço de momento que pus ali.
Tem vezes em que sofro muito, porque todo aquele potencial se foi, eu não sou mais aquela pessoa... e ao mesmo tempo sou. As promessas que me fizeram e que foram quebradas, as besteiras que eu disse, um pouco de pesar e arrependimento por tudo. Sempre foi assim. Mas hoje não doeu tanto. Eu acho que finalmente transcendi boa parte desse sofrimento. Agora me sinto mais eu mesma que 15 anos atrás e posso olhar tudo com mais amplitude e menos emoção. É tão estranho...
Este blog mesmo surgiu numa época em que eu estava tão perdida... já esteve hospedado em tantos sites diferentes, já abrigou tantas fases da minha personalidade... Eu gosto de notar que mudei ao longo do tempo. Ainda que coisas horríveis tenham acontecido, que eu tenha dito mais do que devia, que eu tenha permitido situações desnecessárias, andado com pessoas loucas e que quase me enlouqueceram, ainda que eu tenha chegado a atitudes extremas, hoje sei mais sobre mim do que no passado, e é a esta consciência que brindo hoje. Afinal, é o que tenho de mais real.
O passado passou, eu passei, nada mais me resta disso a não ser compreender o que determinou minhas escolhas e decidir se essas motivações ainda servem ou necessito de novas.
Um bom amigo me disse que eu cheguei a uma fase da vida semelhante a uma ponte. Eu a atravessei. Alguns dos meus companheiros de jornada optaram por não atravessá-la comigo. Ok, eu respeito isso. Estou pronta para seguir adiante sozinha. Nunca estive tão pronta. Me orgulho imensamente disso. Me orgulho de chegar a essas conclusões aos 30 e não aos 90 anos, ou mesmo não chegar a elas. Lamento o tempo "perdido", mas compreendo que sem ele não seria quem sou hoje. Sou grata por cada segundo do meu passado, até os mais dolorosos, pelo mesmo motivo.
Este blog é a extensão virtual da minha caixa de lembranças.

A carta acima indica que uma escolha difícil deve ser feita. Há 6 anos ela me persegue. Detesto quando ela aparece. Mas acho que agora compreendo que escolhas ela me propõe. Vejamos se agora ela me deixa em paz.