domingo, 14 de janeiro de 2018

Numa noite quieta

Há algumas horas, faltou luz. A escuridão total seria muito benvinda neste mar de lâmpadas de sódio que ofuscam as estrelas. Já não iria dormir de qq jeito. Na escuridão silenciosa, eu me deleitaria ainda mais. Este verão atípico está sendo maravilhoso!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

À Belle Époque


Cuidadosamente
O Livreiro planta sementes
De flores mentais
Flores grandes
Pequenas
Absurdas
Ou normais.
Aduba com sonhos o solo
E irriga cada pé
Não com água
Mas cevada
Vinho
Cana e café.
Leva sons e palavras
Numa mala grande
Pela cidade pedala
Já não mais tão Errante.
Na estufa inaugurada
 Gavinhas alfabéticas
Se enroscam nas estantes
Esperando que novas mentes
Lhes captem o odor
Ora antigo
Ora recente
Ora duro
Ora ardente
Mas tudo recende
A suor
Incenso
Arte
E amor.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

63

Hj é niver da minha genitora. Ontem foi seu almoço de aniversário, para o qual ela chegou bem atrasada e agitada. Agressiva, chorosa... instável. Desconfiei daquela mudança brusca no comportamento comparando com outros encontros... tinha quase certeza que ela havia bebido. Nas conversas, ficou claro que ela não tem tomado os remédios... mandei que fosse em casa buscar. O dispensador semanal de remédios estava encharcado de cerveja velha... segundo ela, derramada pelo companheiro atual. Na fúria, chamei-a em particular e disse-lhe que não era a sua mãe a quem ela enrolava. Me toquei que não sei lidar com adictos. Preciso de ajuda profissional. Preciso ir ao AA. Preciso manter a distância pra não atrapalhar mais do que ajudar na sua recuperação. Preciso controlar minha compulsão por controle. Preciso manejar a minha ansiedade em resolver os problemas que não são da minha alçada... e que talvez não sejam resolvidos nunca... só existam pra isso mesmo... fazer sofrer, humilhar, doer... Hoje deve ser mais um dia em que ela bebe. Bebe pra esquecer. Não a culpo. Eu também não gostaria de me lembrar de nada do que ela passou. Eu não estaria nem mais viva...

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Pesemos a alma na balança de Maat

Primeiro post de 2018. Como de costume, balancete de 2017:
Ø  Troquei de medicação de novo, priorizando minha libido desta vez
Ø  Descobri o porquê de minha mãe beber tanto desde tão nova e fugir de casa e parar de estudar e ser tratada diferente pela família e ning se importar com isso: tenho um tio estuprador, que até então gozava da minha simpatia, me fazia rir de suas histórias de pegação de novinhas, pois eu nem desconfiava o grandissíssimo merda que ele era...
Ø  Participei de um grupo de terapia corporal que conseguiu despertar meu lado feminino há muito adormecido... me fez querer ter contato novamente com minha mãe e assim descobrir essa história toda.
Ø  Decidi abraçar a magia do Caos como algo plausível, mas recusando-me a aceitar sistemas de conhecimento desenvolvidos por homens, para homens...
Ø  Decidi que sou dona da minha vida. Ning é responsável pelo que eu sinto ou faço além de mim mesma. Não me prendo mais por ning! Faço o que eu quiser fazer pq o orgulho dos outros não é problema meu!
Ø  Fechei o ano retomando grandes amizades, pessoas que fazem diferença em como eu vejo o mundo e sou muito grata por isso.
Ø  Também fechei o ano me livrando de esperanças sem sentido, fantasmas do passado e caveiras de burro que não me acrescentam nada a não ser rugas.
Foi um dos anos mais produtivos psicologicamente pra mim, de maior crescimento pessoal. Só lamento estar cada vez mais e mais enfastiada do mundo e das pessoas. Acho que é irreversível...