sábado, 27 de janeiro de 2018
domingo, 14 de janeiro de 2018
Numa noite quieta
Há algumas horas, faltou luz. A escuridão total seria muito
benvinda neste mar de lâmpadas de sódio que ofuscam as estrelas. Já não iria
dormir de qq jeito. Na escuridão silenciosa, eu me deleitaria ainda mais. Este verão
atípico está sendo maravilhoso!
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
À Belle Époque
Cuidadosamente
O Livreiro planta sementes
De flores mentais
Flores grandes
Pequenas
Absurdas
Ou normais.
Aduba com sonhos o
solo
E irriga cada pé
Não com água
Mas cevada
Vinho
Cana e café.
Leva sons e
palavras
Numa mala grande
Pela cidade pedala
Já não mais tão Errante.
Na estufa inaugurada
Gavinhas alfabéticas
Na estufa inaugurada
Gavinhas alfabéticas
Se enroscam nas
estantes
Esperando que novas
mentes
Lhes captem o odor
Ora antigo
Ora recente
Ora duro
Ora ardente
Mas tudo recende
A suor
Incenso
Arte
Arte
E amor.
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
63
Hj é niver da minha genitora. Ontem
foi seu almoço de aniversário, para o qual ela chegou bem atrasada e agitada. Agressiva,
chorosa... instável. Desconfiei daquela mudança brusca no comportamento
comparando com outros encontros... tinha quase certeza que ela havia bebido. Nas
conversas, ficou claro que ela não tem tomado os remédios... mandei que fosse
em casa buscar. O dispensador semanal de remédios estava encharcado de cerveja
velha... segundo ela, derramada pelo companheiro atual. Na fúria, chamei-a em
particular e disse-lhe que não era a sua mãe a quem ela enrolava. Me toquei que
não sei lidar com adictos. Preciso de ajuda profissional. Preciso ir ao AA. Preciso
manter a distância pra não atrapalhar mais do que ajudar na sua recuperação. Preciso
controlar minha compulsão por controle. Preciso manejar a minha ansiedade em
resolver os problemas que não são da minha alçada... e que talvez não sejam
resolvidos nunca... só existam pra isso mesmo... fazer sofrer, humilhar, doer...
Hoje deve ser mais um dia em que ela bebe. Bebe pra esquecer. Não a culpo. Eu também
não gostaria de me lembrar de nada do que ela passou. Eu não estaria nem mais
viva...
sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
Pesemos a alma na balança de Maat
Primeiro post de 2018. Como de
costume, balancete de 2017:
Ø Troquei
de medicação de novo, priorizando minha libido desta vez
Ø Descobri
o porquê de minha mãe beber tanto desde tão nova e fugir de casa e parar de
estudar e ser tratada diferente pela família e ning se importar com isso: tenho
um tio estuprador, que até então gozava da minha simpatia, me fazia rir de suas
histórias de pegação de novinhas, pois eu nem desconfiava o grandissíssimo
merda que ele era...
Ø Participei
de um grupo de terapia corporal que conseguiu despertar meu lado feminino há
muito adormecido... me fez querer ter contato novamente com minha mãe e assim
descobrir essa história toda.
Ø Decidi
abraçar a magia do Caos como algo plausível, mas recusando-me a aceitar
sistemas de conhecimento desenvolvidos por homens, para homens...
Ø Decidi
que sou dona da minha vida. Ning é responsável pelo que eu sinto ou faço além
de mim mesma. Não me prendo mais por ning! Faço o que eu quiser fazer pq o
orgulho dos outros não é problema meu!
Ø Fechei
o ano retomando grandes amizades, pessoas que fazem diferença em como eu vejo o
mundo e sou muito grata por isso.
Ø Também
fechei o ano me livrando de esperanças sem sentido, fantasmas do passado e
caveiras de burro que não me acrescentam nada a não ser rugas.
Foi um dos anos mais produtivos
psicologicamente pra mim, de maior crescimento pessoal. Só lamento estar cada
vez mais e mais enfastiada do mundo e das pessoas. Acho que é irreversível...
Assinar:
Postagens (Atom)
