sábado, 30 de novembro de 2013

Sou muito antiquada?

Eu praticamente não bebo. Geralmente a bebida me deixa tonta logo e com sono ou com riso frouxo. Não, eu não perco a noção. Eu sei exatamente onde estou o tempo todo. Não noto coisas em pessoas aleatórias do nada. Não toco em gente que não costumo tocar. Eu só falo merda pra caralho. Mas falar merda é meu estado normal. Ou seja: não muda nada desde q permaneça sentada. Eu tenho 31 anos e não uso bebida como desculpa pra ser inconsequente, nem irresponsável, nem tomar atitudes q causam vergonha alheia. Acho importante entrar em estados alterados de consciência em grupo de vez em quando como forma de auto e mútuo conhecimento. 
O q eu não acho normal (e isso nunca achei) é ir pra um lugar com música alta e ruim, só pq "está bombando". Eu só ouço música MUITO BOA alta. Gosto de dançar, sim, mas músicas q sejam legais de verdade, q me motivem... A bebida não me faz dançar. Nem rebolar até o chão. A bebida não muda minhas vontades, nem meu caráter, nem o apreço q eu sinta pelas pessoas. 
Acho q algumas pessoas são mais tribais q outras... suas consciências ainda estão na infância (delas ou da Humanidade). Simplesmente não consigo estar em sintonia com esses seres. E temo q a idade e a solidão me transforme num deles. Ou acabe muito muito só.

domingo, 24 de novembro de 2013

Olhar de outro ângulo

Cada capítulo da vida traz sua reviravolta própria.
A cada dia basta o seu mal.
Há coisas que se repetem como se estivéssemos em uma roda gigante eterna: sempre a mesma paisagem, mas cada detalhe é percebido a seu tempo. Como se a cada giro, aumentasse a miopia ou se apurasse mais a visão. Depende de tanta coisa... Mas há elementos na paisagem q simplesmente não se nota. Como se estivessem no seu ponto cego. Essas coisas q não notamos, q não sabemos como curar pq não entramos em contato diretamente, ficam lá, até q se resolva descer da roda gigante e olhar de outro ângulo. Não há como apressar isso. Isso é frustrante. Nossa percepção de nós mesmos cresce ou não independente de nossa vontade. Simplesmente acontece. Podemos passar a vida toda procurando... tudo o q se tem são pistas, peças soltas do imenso quebra-cabeças. Até q um dia, por misericórdia divina ou sorte, tudo se encaixa. 
Não, não era o motivo certo antes. "Quero ser diferente para não ficar só." Não, não era o motivo certo. E por isso era tão difícil largar o vício da desconfiança... Como largar algo q está lá pra me proteger?? Nunca foi o motivo certo. EU não posso ser o motivo. Pq enquanto eu me preocupar comigo, o medo estará lá.
A vida é tão simples q dá raiva. Simples não significa 'fácil'.
Aí... não sou mais eu o motivo. O motivo é o próprio Amor q chorou na minha frente. 
Não quero mais me proteger. Só que não sabia como não me proteger. Fui treinada anos e anos pra isso. Sou a melhor nisso! Protejo-me como a caixa forte de um banco suíço. E ning entra, nem o ar, nem o sol, nem a chuva, nem a felicidade. Tudo é asséptico e seguro. E frio.
Agora sei o motivo certo. O motivo certo está na vida do lado de fora dos muros do meu eu. O motivo certo é você.