Cada capítulo da vida traz sua reviravolta própria.
A cada dia basta o seu mal.
Há coisas que se repetem como se estivéssemos em uma roda gigante eterna: sempre a mesma paisagem, mas cada detalhe é percebido a seu tempo. Como se a cada giro, aumentasse a miopia ou se apurasse mais a visão. Depende de tanta coisa... Mas há elementos na paisagem q simplesmente não se nota. Como se estivessem no seu ponto cego. Essas coisas q não notamos, q não sabemos como curar pq não entramos em contato diretamente, ficam lá, até q se resolva descer da roda gigante e olhar de outro ângulo. Não há como apressar isso. Isso é frustrante. Nossa percepção de nós mesmos cresce ou não independente de nossa vontade. Simplesmente acontece. Podemos passar a vida toda procurando... tudo o q se tem são pistas, peças soltas do imenso quebra-cabeças. Até q um dia, por misericórdia divina ou sorte, tudo se encaixa.
Não, não era o motivo certo antes. "Quero ser diferente para não ficar só." Não, não era o motivo certo. E por isso era tão difícil largar o vício da desconfiança... Como largar algo q está lá pra me proteger?? Nunca foi o motivo certo. EU não posso ser o motivo. Pq enquanto eu me preocupar comigo, o medo estará lá.
A vida é tão simples q dá raiva. Simples não significa 'fácil'.
Aí... não sou mais eu o motivo. O motivo é o próprio Amor q chorou na minha frente.
Não quero mais me proteger. Só que não sabia como não me proteger. Fui treinada anos e anos pra isso. Sou a melhor nisso! Protejo-me como a caixa forte de um banco suíço. E ning entra, nem o ar, nem o sol, nem a chuva, nem a felicidade. Tudo é asséptico e seguro. E frio.

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